sábado, 28 de fevereiro de 2009

A Razão do que é Escrito

"[...] Minha situação é sumamente indefinida. Mas estarei falando comigo mesmo e para satisfação própria, na forma deste diário [...] De que falar? De tudo o que me afeta ou me leva a meditar. Se eu tiver leitor e, queira Deus, oponente, compreendo que é preciso saber conversar, como e com quem falar. Isso eu vou me esforçar para aprender, porque entre nós, isto é, na literatura, é o mais difícil.
[...] Leio o que acabo de escrever e vejo que sou muito mais inteligente do que o escrito. Como pode acontecer que o afirmado por um homem inteligente seja bem mais tolo do que aquilo que permanece nele?"
Dostoiévski

A memória em memórias

Preciso colocar em palavras aquilo que não quero esquecer. Tenho lembranças tão graciosas, que se perdem no tempo das lamentações. A arte literária será a base de minhas escrituras. Não excluirei o clássico para buscar autenticidade em minhas passagens e nem tenho a pretensão de destacar-me em meus presságios. Busco o eu perdido em memórias desorganizadas de uma história que do passado se faz presente e muda constantemente a trajetória da minha vida.