segunda-feira, 2 de março de 2009

Vinte e Dois de Junho de Dois Mil e Três



Quando ainda não conseguia identificar o sentimento que havia dentro de mim, nasce Maria Luiza, o ser mais precioso de minha vida. Ela nasceu às 24:35 do dia vinte e dois de junho de dois mil e três. Neste dia e horário, foi impossível descrever o amor imediato que ocupou todo o meu coração. Estava nascendo ali o ser que tomaria conta da minha vida e mudaria todos os meus valores que até então existia. Ela nasceu com 2770kg e 49cm. Linda! É sempre muito emocionante lembrar de todos esses detalhes. Hoje, com os seus cinco anos de idade, ela é capaz de lembrar da música que eu sempre cantava do Caetano Veloso "[...] coisa linda [...]" quando ela ainda estava em gestação.
Baseado nesta introdução, torno público o pequeno poema que fiz para a minha filha:

Maria que reluz Luiza

Maria que reluz Luiza
em brisa, contempla os seus amores
sob os olhares mais fiés e amáveis
alivia todas as suas dores.

Maria que reluz Luiza
felicita a todos com a sua chegada
nesta terra que não há só coisas belas
mas de bela ela já é chamada.

Maria Amor, Minha Luiza
guardo em ti minhas esperanças
que sejas sempre minha criança.

Amo-te Maria Luiza
como jamais amei alguém
minha vida, minha força, ... meu bem.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

A Razão do que é Escrito

"[...] Minha situação é sumamente indefinida. Mas estarei falando comigo mesmo e para satisfação própria, na forma deste diário [...] De que falar? De tudo o que me afeta ou me leva a meditar. Se eu tiver leitor e, queira Deus, oponente, compreendo que é preciso saber conversar, como e com quem falar. Isso eu vou me esforçar para aprender, porque entre nós, isto é, na literatura, é o mais difícil.
[...] Leio o que acabo de escrever e vejo que sou muito mais inteligente do que o escrito. Como pode acontecer que o afirmado por um homem inteligente seja bem mais tolo do que aquilo que permanece nele?"
Dostoiévski

A memória em memórias

Preciso colocar em palavras aquilo que não quero esquecer. Tenho lembranças tão graciosas, que se perdem no tempo das lamentações. A arte literária será a base de minhas escrituras. Não excluirei o clássico para buscar autenticidade em minhas passagens e nem tenho a pretensão de destacar-me em meus presságios. Busco o eu perdido em memórias desorganizadas de uma história que do passado se faz presente e muda constantemente a trajetória da minha vida.